O Som do Vinil - Trilogia: Refazenda, Refavela & Realce!!!
AGÔ Gilberto Gil!!!
AGÔ!!!!
Salve a lua cheia, que a gente precisa ver o luar!!!
Salve o verão e o carnaval!!
Pois “to be alive is good”!!!
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Música: Corações a mil
Artista: Gilberto Gil
Disco/Ano: To be alive is good [2002]
Dedico este som à minha mãe, a mulher mais importante na minha vida!!!
Axé negrona!!!
Amém-doas!!!
Felicidades mil!!!
Te amo!!!
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Música: Mamma
Artista: Gilberto Gil
Disco/Ano: Gilberto Gil [1971]
“Aquilo Bom!”
“A refavela, a refavela óóóóóó
Como é tão bela óóóóó”
Música: Palco
Artista: Gilberto GIl
Disco/Ano: A gente precisa ver o luar [1981]
“Eu estava havia três dias pensando em parar de cantar; em deixar a seqüência profissional de discos e shows. Estava prestes a tomar essa decisão - e avisar todo mundo -, mas não por uma razão que tivesse a ver com cantar, que é a coisa que mais me encanta na vida. Minha sensação era de fastio; eu queria era um elemento que me trouxesse um novo ânimo. ‘Se eu vou parar mesmo’, pensei, ‘eu tenho que fazer uma declaração pública, e essa declaração tem de ser musical.’ Aí eu fiz Palco, uma canção que era na verdade pra não deixar dúvida a respeito de tudo o que cantar representa para mim, e a respeito da minha relação com a música - simbolizada de forma completa pelo estar no palco.”
De que fala Palco (“o primeiro afoxé forte”) - “De um espaço semi-sagrado; da sua função exorcizante, catártica, clínica - daí o refrão (na hora em que compus, eu me lembrava muito do pouco que sabia sobre as tragédias gregas, o palco grego, Dionísios).
“De um sacerdócio; da capacidade de administrar um ritual - o da música em funcionamento, cumprindo seus ditames; de como eu me vejo nesse papel, como eu fantasio a minha visão e como eu vejo essas fantasias do meu próprio olhar.
“Do aspecto transmutador da música para mim no palco: de como estar ali faz provavelmente desaparecer uma opacidade natural do caráter bruto das coisas comuns sem sabores especiais do cotidiano, e como o haver ali sabores especiais em tudo me dá um aspecto de transfiguração - daí a idéia de que ali se propicia que alguém veja minha aura.”
Compor e cantar - “Duas dimensões e dois retornos diferentes à alma. Compor é motivo de extraordinário, transcendental orgulho pela vida, o de fazer parte do universo da criação; cantar é motivo de vaidade. É muito envaidecedor estar num palco e produzir prazer instantaneamente para todos - uma afirmação anímica de vida da música através das energias dos corpos humanos ao vivo. No palco, além de diversão, a sensação é de doação, de benfeitoria do homem para o homem. Já o momento da composição é solitário, individual, e, ao se esgotar, daí por diante é como se a música partisse para o mundo, como um filho. Cantar é reabraçar os filhos, reuni-los de novo ao seu corpo, fazê-los parte do seu corpo.”
“Cântaro = cantar o” - “Quando eu digo ‘cantar o’, eu digo de novo ‘cântaro’. Mais do que rima, é recomposição: a palavra ‘cântaro’ é reconstituída, como se tivessem embutido ali o cântaro. Muitas pessoas não devem nem perceber o ‘cantar o’; na audição deve prevalecer ‘cântaro’ mesmo.”
(Gilberto Gil)
Chuckberry fields forever
“O amor daqui de casa
Tem um sentimento forte
Que nem gemido na telha
Quando sopra o vento norte
Que nem cheiro de boi morto
Três dias depois da morte
Quem só conhece conforto
Não merece boa sorte”
Revendo… refazendo… renascendo…
Metade de mim
é um sexto
o sexto cantado
sentido no tato
da boca
o teto da alma
(...)
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